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terça-feira, 4 de novembro de 2014

GitHub: 10 grandes empresas


Se você nunca ouviu falar em GitHub é provável que não saiba o que é Git, não conheça sistemas de controle de versão e com certeza você não é um desenvolvedor web. Talvez essa seja a mágica do GitHub, é preciso ser um iniciado para participar.

O que é?

Em linhas gerais, GitHub é um serviço que permite aos desenvolvedores hospedar e gerenciar diferentes versões de um código enquanto outras pessoas estão editando o mesmo código. Além disso, o serviço possui diversas funcionalidades de rede social como linha do tempo, seguidores e página do usuário. Foi criado em 2008 e em janeiro de 2013 atingiu a marca de 3,5 milhões de usuários. É possível usar o Github de forma gratuita para hospedar projetos de código aberto e existem versões pagas para repositórios privados.

Em 2010 foi lançado o GitHub para organizaçõess e desde então as empresas têm aderido cada vez mais ao serviço. Analisei o perfil público de algumas delas para entender o que estão fazendo lá.

1. Compartilhando código com outros desenvolvedores

Acredito que a maioria dos perfis de empresa no GitHub foram criados de baixo para cima, por desenvolvedores com a intenção de compartilhar trechos de códigos que resolveram seus próprios problemas e que podem ajudar outros desenvolvedores. Código compartilhado permite que mais pessoas encontrem erros e sugiram melhorias. A BBC News por exemplo, compartilha um script para carregar imagens de acordo com a resolução de tela do usuário e que foi criado internamente para resolver questões de design responsivo da empresa.

2. Participando ativamente da comunidade Open Source

Após a morte do Flash, a Adobe tem feito um grande esforço para participar da comunidade open source. No Github, seu principal projeto é Brackets  um editor de código open source ainda está em fase de desenvolvimento, mas com potencial para se tornar um grande software. A Microsoft também possui um perfil, através da Microsoft Open Tecnologies.

3. Sendo transparente

Além de ser uma referência de design para websites governamentais, o governo britânico tem dado uma impressionante demonstração de transparência ao disponibilizar todos os códigos que produz de forma aberta no GitHub. É possível acessar o código-fonte do software de gestão de conteúdo e até o conteúdo completo de alguns websites.

4. Divulgando sua plataforma de serviços

Algumas empresas possuem plataformas de serviços que dependem dos desenvolvedores para uso e criação de novos produtos. Facebook, Twitter e Shopify são bons exemplos e utilizam o GitHub para disponibilizar seus scripts e aplicativos.

5. Compartilhando código internamente

Além dos motivos acima, muitas empresas utilizam a conta premium ou a versão enterprise do GitHub para hospedar código de forma privada entre os membros da equipe de desenvolvimento.


neuroniodigital.com.br - Adriano Ribeiro


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mapas impressos em 3D prometem acessibilidade aos deficientes visuais

Um projeto do governo japonês pretende implementar mapas feitos com impressora 3D para ajudar para ajudar deficientes visuais a se localizarem. 

A iniciativa utiliza um material especial para produzir os mapas, nos quais pontos de interesse, como estradas, são destacados em alto-relevo para que os endereços sejam sentidos a toque. Todos os modelos de impressão são disponibilizados gratuitamente na Internet. 
O recurso foi desenvolvido pela GSI — órgão responsável pelo mapeamento geoespacial do Japão — e consiste em criar um software de impressão que possa converter os mapas e, em seguida, lançá-los na web. O projeto é uma evolução de um sistema que já era adotado pelo governo do Japão, que usava papel e equipamentos especiais para criar as cartas.
Foto: Reprodução/Asahi Shimbun

Por enquanto, o projeto indica apenas estradas, aumentadas em 1 mm, mas a ideia é adicionar outros detalhes. Os mapas impressos apresentam uma escala de 1:2500 para áreas urbanas e 1:25000 para outros locais.

“Se outras informações, como rampas e colinas, forem demonstradas em três dimensões, os mapas podem ser usados em aulas especiais para que as pessoas aprendam o que fazer se um tsunami ou outros desastres ocorrerem”, apontou o professor de engenharia da Universidade de Niigata, Tetsuya Watanabe.

Apesar de a iniciativa buscar acessibilidade e oferecer os projetos gratuitamente, as impressoras 3D usadas pelo projeto ainda custam caro, entre 60 e 70 mil ienes (valores entre R$ 1.380 e R$ 1.610 em conversão direta). Já os materiais para a impressão, com 15 cm², custam 150 ienes (R$ 3,40).


Techtudo