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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mapas impressos em 3D prometem acessibilidade aos deficientes visuais

Um projeto do governo japonês pretende implementar mapas feitos com impressora 3D para ajudar para ajudar deficientes visuais a se localizarem. 

A iniciativa utiliza um material especial para produzir os mapas, nos quais pontos de interesse, como estradas, são destacados em alto-relevo para que os endereços sejam sentidos a toque. Todos os modelos de impressão são disponibilizados gratuitamente na Internet. 
O recurso foi desenvolvido pela GSI — órgão responsável pelo mapeamento geoespacial do Japão — e consiste em criar um software de impressão que possa converter os mapas e, em seguida, lançá-los na web. O projeto é uma evolução de um sistema que já era adotado pelo governo do Japão, que usava papel e equipamentos especiais para criar as cartas.
Foto: Reprodução/Asahi Shimbun

Por enquanto, o projeto indica apenas estradas, aumentadas em 1 mm, mas a ideia é adicionar outros detalhes. Os mapas impressos apresentam uma escala de 1:2500 para áreas urbanas e 1:25000 para outros locais.

“Se outras informações, como rampas e colinas, forem demonstradas em três dimensões, os mapas podem ser usados em aulas especiais para que as pessoas aprendam o que fazer se um tsunami ou outros desastres ocorrerem”, apontou o professor de engenharia da Universidade de Niigata, Tetsuya Watanabe.

Apesar de a iniciativa buscar acessibilidade e oferecer os projetos gratuitamente, as impressoras 3D usadas pelo projeto ainda custam caro, entre 60 e 70 mil ienes (valores entre R$ 1.380 e R$ 1.610 em conversão direta). Já os materiais para a impressão, com 15 cm², custam 150 ienes (R$ 3,40).


Techtudo

domingo, 26 de outubro de 2014

Hack: a linguagem de programação criada pelo Facebook

Todos percebemos que o Facebook gosta de inovar e apresentar coisas novas periodicamente. Agora a rede social volta a surpreender com o lançamento de uma nova linguagem de programação, o Hack. 
Encontra-se ainda numa fase inicial e apenas agora foi lançada para a comunidade Open Source, mas a verdade é que uma grande parte da maior rede social do mundo já se encontra desenvolvida nesta linguagem que é uma espécie de PHP vitaminado. Vamos então conhecer esta novidade.


Diz a malta do Facebook  que o Hack é o futuro e que vai poupar horas de codificação aos programadores por esse mundo fora. A grande vantagem apresentada é mesmo o aumento na velocidade da programação.

Basicamente o que o Hack faz é combinar o melhor de dois mundos, tendo o programador a oportunidade de utilizar as vantagens de uma linguagem de programação dinâmica (como o PHP) sem prescindir da segurança na detecção e prevenção de erros ou inconsistências de uma linguagem de programação estática (como o C ou Java).

Os engenheiros responsáveis pelo desenvolvimento dizem que o Hack é uma linguagem de programação gradual e que é totalmente compatível com o PHP podendo mesmo haver coexistência entre as duas, havendo dessa forma uma parte do código em PHP e outra parte em Hack.




A companhia de Mark Zuckerberg diz-nos que já migrou a maior parte do código do Facebook de PHP para Hack, dando desta forma toda uma nova credibilidade a uma linguagem ainda em início de vida. Afinal de contas que linguagem disponibilizada à comunidade open source tem a oportunidade à partida de ser utilizada numa das plataformas mais visitadas do mundo?

Para os mais curiosos, a equipe de desenvolvimento do Hack disponibilizou aqui um pequeno tutorial para começar a perceber o funcionamento desta nova linguagem que promete facilitar a vida a muitas mentes por esse mundo fora.

Mais informações podem ser consultadas aqui.

sábado, 25 de outubro de 2014

Hacker Experience: GTA do cibercrime

O jogo que chegou para inovar. 

Uma terra quase sem lei, com uma “universidade” para hackers, um ranking com os mais bem-sucedidos cibercriminosos e uma lista dos IPs mais procurados pelo FBI – tudo acompanhado de um fórum para discussões internas. Poderia ser mais uma daquelas descrições mirabolantes sobre sites na deep web, mas não é nada disso. Todos esses elementos estão presentes em um jogo aberto, lançado por um brasileiro na semana passada, batizado de Hacker Experience.

A estrutura e a dinâmica do jogo, ambas desenvolvidas por Massaro, impressionam, de cara, pela complexidade. O visual remete ao do painel de controle do WordPress, e apresenta, primeiramente, informações de hardware (o computador do jogador e hacker) e gerais (reputação, tarefas e missões, por exemplo).

Logo abaixo, notícias mostram quem hackeou quem dentro da comunidade do game – sim, isso é possível –, um ranking classifica os melhores usuários em termos de reputação e uma lista exibe quais os IPs mais procurados pelo “FBI”. Por fim, o fórum e os anúncios dos administradores (Massaro, no caso) aparecem na parte inferior da página.

Visual apresentado, vamos à parte que interessa: o menu lateral dá acesso à tal Universidade, que ajudará você a começar a jogar e dará as primeiras missões. É por ela que os jogadores vão conhecer a fictícia Numataka Corporation, que desafia todo novo hacker a invadir o endereço da NSA – algo que ninguém nunca conseguiu fazer, segundo a mensagem.

Fora a escola, o menu mostra o gerenciador de tarefas e a “internet” do game, que funciona basicamente por IPs – como o da agência de segurança e os dos jogadores procurados pelos policiais. “Software”, por sua vez, mostra os programas que você tem à disposição para usar nas invasões e quebras de segurança, enquanto “Log de Dados” exibe todas as suas atividades (lembre-se de apagar tudo que aparecer por lá para não ser detectado) e “Hardware” traz dados sobre sua máquina e permite melhorá-la. Por fim, “Finanças” dá acesso ao banco e à carteira de bitcoins e “Banco de Dados” lista suas atividades e permite pará-las.

Apesar das linhas de código mostradas na página inicial de Hacker Experience, o processo de hack não é exatamente complexo e nem requer muito conhecimento técnico da parte do jogador. Pelo menos no início do jogo, as invasões exigem basicamente um programa (crack) adequado, o IP do alvo (que precisa estar acessível) e um pouco de agilidade para achar os arquivos necessários e apagar seus logs o quanto antes.